Novas descobertas indicam a possível cura do HIV

Após transplante de medula óssea, dois homens infectados com HIV não apresentaram mais qualquer vestígio do vírus da AIDS. Os linfócitos são um tipo de glóbulo branco, uma parte importantíssima do sistema imunológico. Os pesquisadores americanos  suspeitam que o transplante de medula óssea, juntamente com a continuação da terapia anti-retroviral resultou nos efeitos evidentes oito meses após o transplante.

HIV

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Pacientes com HIV em terapia anti-retroviral, muitas vezes atingem a “carga viral indetectável”, significando que não há partículas de vírus em seu sangue. Mas eles ainda apresentam HIV latente nos linfócitos, e se a terapia anti-retroviral for interrompida, o HIV latente pode ser reativado. No entanto, os pesquisadores acreditam que não ter nenhum vestígio de HIV nestas células brancas do sangue é uma indicação de que este “reservatório” de HIV pode ter sido eliminada. Neste ponto, estão longe de dizer se estes pacientes estão mesmo curados, porém, essas descobertas são cruciais para a cura definitiva do HIV.

Os dois homens cujos casos são descritos no documento foram submetidos à quimioterapia antes de receberem transplantes de células-tronco. Um deles, tinha seu transplante há dois anos, o outro, quatro anos atrás. Ambos também desenvolveram doença enxerto hospedeiro (quando as células transplantadas atacam as células hospedeiras) e continuaram com as suas medicações anti-retrovirais durante e após os procedimentos de transplante. Qualquer um desses fatores poderia, teoricamente, explicar o seu estado livre de HIV, mas o transplante de medula óssea combinada com a terapia anti-retroviral parece ser a explicação mais provável, disseram os autores do estudo.