Negros são mais propensos para esclerose múltipla

Aos longo dos últimos anos diversos estudos apontaram uma maior propensão de esclerose múltipla da raça negra em relação aos caucasianos, o que de fato contradiza crença de que os negros são menos propensos a desenvolver a doença neurológica. A teoria de que os negros são menos propensos a desenvolver a esclerose múltipla do que os brancos foi baseada em teorias sem embasamento, afirmaram os pesquisadores de um novo estudo realizado na Inglaterra.

Desenho da esclerose Múltipla

Esclerose Múltipla

Para o novo estudo , os pesquisadores examinaram dados coletados em três anos de estudo de mais de 3,5 milhões de pessoas, onde 540 foram diagnosticadas com esclerose múltipla durante esse tempo. Os pesquisadores descobriram que os negros tiveram um risco 47% maior de desenvolver esclerose múltipla em comparação com os brancos.

Essa propensa é ainda maior em mulheres (negras), pois elas correm um risco três vezes maior de desenvolver a doença do que os homens (negros). Uma possível explicação para os resultados é que as pessoas com tons de pele mais escuros têm níveis mais baixos de vitamina D, o que contribui para o desenvolvimento de esclerose múltipla (além de outras doenças).