Mutação genética associada ao câncer de pulmão

Pesquisadores dizem ter identificado uma mutação genética que está associada a um maior risco de câncer de pulmão em mulheres (mesmo aquelas que não fumam). A mutação, que ocorre em um gene que protege as células do estresse oxidativo, é encontrada quatro vezes mais em mulheres do que em homens. Os pesquisadores analisaram o DNA de pacientes com câncer de pulmão e descobriram que mulheres não-fumantes com duas cópias da mutação do-617A no gene NFR2 tinham uma incidência muito maior de câncer de pulmão do que homens não-fumantes.

Os pesquisadores também descobriram que os pacientes com câncer de pulmão do sexo feminino e masculino com esta mutação tiveram melhores taxas de sobrevivência do que os outros pacientes. Este é o primeiro estudo a fornecer evidência clínica de que esta mutação está associada com o câncer de pulmão a sobrevida do paciente.

O estudo sugere que a presença desta mutação é um bom biomarcador de prognóstico para a avaliação das chances de sobrevida global de pacientes com adenocarcinoma, assim como uma ferramenta prática para o tratamento personalizado do câncer. O câncer de pulmão é a principal causa de mortes relacionadas ao câncer em muitos países, sendo que, o tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, cerca de 15% dos casos ocorrem em fumantes.