Enxaqueca não associada à declinio cognitivo

Apesar de serem comuns e muitas vezes debilitantes, enxaquecas não são associadas com uma diminuição da capacidade cognitiva, segundo recentes descobertas. Estudos anteriores sobre enxaquecas foram pequenos e incapazes de identificar uma ligação entre os dois. Esse novo estudo era grande o suficiente para tirar a conclusão de que a enxaqueca, enquanto dolorosa, não estão fortemente ligada ao declínio cognitivo.

Dor de cabeça

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Para o estudo, os pesquisadores examinaram os dados já compilados em cerca de 40.000 mulheres com idades entre 45 anos ou mais. Eles também analisaram novas informações coletadas de mais de 6.300 mulheres sobre o seu estado de enxaqueca. Com base nessas informações, as mulheres foram divididas em quatro grupos: sem histórico de enxaquecas; enxaqueca com aura (geralmente descrita como um distúrbio visual); enxaqueca sem aura, e antecedentes de enxaqueca. A cada dois anos para até seis anos, as mulheres foram submetidas a testes de suas competências cognitivas, pensamento e habilidades.

Em comparação com mulheres sem histórico de enxaqueca, aquelas que experimentaram enxaqueca com ou sem aura não têm taxas significativamente diferentes de declínio cognitivo. Este é um achado importante para ambos, os médicos e os pacientes. Pacientes com enxaqueca e seus médicos devem ser assegurados de que a enxaqueca pode não ter consequências à longo prazo na função cognitiva. Mais pesquisas são necessárias para investigar os efeitos da enxaqueca sobre o cérebro e melhorar as estratégias de tratamento.